sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

E na Ilha verde...


Oieee!

Hoje foi um dia muito, muito bom. Fizemos tanta coisa. Fomos à escola elaborar o currículo, depois ver um apartamento, pois estou na acomodação da escola por apenas duas semanas. Com meus novos amigos Edon e Nick, decidimos que vamos morar juntos, por isso tem que ser um local com três vagas. Adoramos o apê. Lindo. Vamos ver se conseguimos mais duas pessoas para dividir, pois fica muito caro. Aqui é normal ter genet entrando e saindo das casas. E todas as casas vem equipadas. Não é preciso comprar nada.

Saímos de lá e fomos fazer nossa primeira volta no ônibus na cidade. Aquele de dois andares que a gente sempre acha que só existe em Londres. Foi muito engraçado. Nos divertimos horrores. Bando de caipiras. E pra variar, sempre se encontram brasileiros. Tinham três de Porto Alegre.


Com o ônibus fomos ao Centro, ainda não sabíamos ao certo o que fazer, mas queríamos andar. Andamos, tiramos fotos, choveu, fez sol e no meio do caminho a Nick conheceu a Bruna, uma mineira que estava na cidade há três dias também, mas pasmem, ela conhecia absolutamente tudo. E nunca tinha vindo para cá! Ela nos levou pra conhecer alguns lugares e nos deixou numa pizzaria, pois estávamos morrendo de fome e não tínhamos almoçado ainda. O lugar era aconchegante, como todos aqui. O frio é tenso lá fora, mas dentro de todos os lugares é muito bom. Não lembro o nome da pizzaria, mas foi engraçado fazer o pedido. O balconista fala muuuito rápido e não conseguia entender o que ele tinha perguntado. No fim, deu tudo certo. Uma pizza grande e um refrigerante ficou em 3 Euros pra cada. E era uma delícia.

É incrível como os brasileiros se ajudam aqui. Dá gosto de ver. Estou surpresa.

Depois disso, fomos à Penneys again. Precisava comprar uma bota de neve. Depois de quase uma hora na loja, uma bota e um casaco pro Edon e um pra Nick, saímos e fomos encontrar o Stephen, amigo do Édon. Fomos a um pub chamado Thomas Readen, bem gostosinho. Quando estava lá, a Nara me ligou querendo me encontrar. Desde que cheguei, não havia a visto ainda. Como ela estava perto, foi até o pub e conversamos muito. O encontro foi emocionante.

Como já estava ficando tarde, estávamos desde às 11h na rua e já eram quase 22h, ela nos convidou para fazer um lanche na casa dela. Mais conversa, risos...Muito bom.

O dia aqui passa voando. Anoitece muito rápido nessa época do ano, lá pelas 16h, então se tem a sensação de que não se fez nada durante o dia. Andamos muuuuito aqui. As pessoas acham tudo perto. Tipo, ah, é 15 minutos do centro, ou 20 minutos. Pra mim isso em São Paulo era um absurdo. Mas aqui fica gostoso andar. Ainda estou bem perdida. Não saberia chegar nos lugares sozinha e a Nick e o Edon já tem mais noção do que eu. Mas como diz aquele bom e velho ditado: ”Quem tem boca vai à Roma”! Acredito muito nisso. É real. Quem não se comunica, se estrumbica. Literalmente.

Hoje o Stephen disse que meu inglês era muito bom, porque o Edon é amigo do cara e não fala absolutamente nada e a Nick entende um pouco, então sobrou pra mim ficar de interprete. Foi beeem legal. Fiquei muito feliz de poder falar um pouco mais. Me viro super bem.

Enfim, voltamos pra casa a pé, deu uns 40 minutos andando. Tava muito, muito frio. Mas no fim valeu à pena. Quando estávamos bem perto de casa, passamos pelo lago que corta o nosso bairro e percebemos que a água estava congelada. Rimos muito com o Edon tentando colocar a mão no gelo e nós com medo dele cair lá dentro. Depois de várias tentativas de jogar algum objeto na água e ver se realmente estava congelada e estava, seguimos o caminho e demos de cara com um bicho correndo. Parecia um gato, mas era uma raposa. Coisa de desenho animado.

E, ufa, fim de mais um dia. Hoje vai ser corrido também. Temos várias coisas pra resolver, o apê pra ir ver, a mala do Edon pra checar no aeroporto, porque se extraviou. Senta que lá vem história...

Mas queria dizer uma última coisa. Como essa vida é engraçada! Meu Deus. Que volta na minha vida. Estava lendo uns posts antigos. E peguei um que gosto muito, mas que faz mais sentido do que nunca na minha vida hoje, que é “Resolvi passar a vida a limpo”.

Quando escrevi esse texto, estava em São Paulo, desempregada. Era o mês do meu aniversário, março, e eu não estava lá aquelas coisas ainda por vários motivos que muita gente sabe, além de estar meses em casa sem trabalhar. Lendo esse post, quase chorei. Que louco. Eu escrevi aquilo que tinha tanto vontade de fazer e meu, tá aí! Na minha cara. Na minha vida. Tudo tá acontecendo. Se realizando. Louco, louco.

A vida não para, meu! Se a gente não vai pra cima, ela passa pela gente, que nem vemos. Deus é mais.



O post está aqui para quem quiser ler e checar por conta própria o que a força de vontade aliada ao desejo de vencer faz com uma pessoa que tava na merda. Agradeço TODOS os dias a Deus, à minha família que amo demais e aos meus grandes amigos! Sem eles não seria nada e não estaria aqui hoje, realizando um grande sonho.


PS. A minha barriga dói há exatos dois meses e quatro dias!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

De volta - Direto de Dublin (Ireland)

Oi, gente!


Olha eu aqui. Atendendo a pedidos resolvi voltar com o blog - muita gente me deu força e uma delas é o Rafa Pereira, meu grande amigo jornalista e parceiro. É, os posts no Facebook continuam, mas quero dar uma carinha pra isso aqui e ajudar outras pessoas que queiram vir para a Ilha Verde, assim como outras que não sabem nada sobre este país.


Bom, o nome continuará por enquanto Andréa Cordeiro Comunica, mas estou recebendo sugestões para trocar. Algo relacionado com Dublin / Irlanda / Loira, etc. Não queria nada óbvio, mas que facilitasse a busca no google.


O que posso dizer primeiramente desses 3 dias que estou aqui é que está sendo tudo muito bom. Uma nova descoberta pra mim, que nunca havia saído do Brasil, nem pro Paraguay tinha ido. E sair do país pela primeira vez e ainda morar realmente é uma tarefa no mínimo interessante! 


Não tive medo. Alguns disseram que fui corajosa, que não teriam essa coragem. Enfim, só sei que precisava fazer isso.


Tive alguns objetivos nessa empreitada: 


1- Estudar inglês - Estou no nível intermediário no Brasil - o famoso embromation, mas chegando aqui, você vê que não sabe muita coisa, principalmente porque o inglês Irish é muito, muito rápido. O mais rápido do oeste, diria um daqueles filmes de velho-oeste.


2- Viajar - E muito. Como não conheço nada fora, quero muito ir pra outros países, conhecer Roma, que é meu grande sonho como católica, o Papa, etc. Além de toda Itália, é claro, França, Grécia, República Tcheca, Espanha, entre muitos outros, que a estadia na Irlanda permite mais com facilidade e com preço muito mais acessível.


3- E por último e não menos importante, arrumar um trabalho que pague tudo isso! :D. Estou à procura. Quero muito tentar de Au Pair (babá), que me dá a possibilidade de morar com a família, não gastar com aluguel e comida e ainda aprender muito mais rápido o inglês!


Já postei algumas coisas sobre esses meus três dias. Alguns lugares que fui, coisas que descobri sobre a Irlanda. É tudo muito fascinante pra quem nunca saiu de um país como o Brasil e não tem ideia de como é a cultura e educação de um país de primeiro mundo. Só posso dizer que está sendo incrível.


Sem contar os amigos que estou fazendo. É lindo ver como os brasileiros se ajudam. Muito bom mesmo. Estou na casa da escola onde vou estudar inglês, a Seda e não tenho nada do que reclamar. Mário Bortoletto que foi quem me atendeu na Seda é um cara demais. Tem me auxiliado em tudo. Coitado, está sempre online e pronto pra ajudar. Acho que ele consegue ficar mais online do que eu! Eu simplesmente tô viciada em internet e Facebook! Obrigada, Deus pela tecnologia e por nos aproximar das pessoas que amamos.


Cheguei na segunda, às 13h30. No Brasil, eram 11h30. A diferença são de 3 horas, mas como está no horário de verão no Brasil, a diferença fica em 2. O Guilherme da Seda foi me pegar e antes de vir pra casa passamos numas lojas perto do aeroporto. Não dormi praticamente nada no vôo. A viagem foi tranquila, sem turbulências, mas foi muito cansativo. Me instalei e à noite fomos jantar num restaurante brasileiro com o pessoal da casa. Foi ótimo.


Na terça foi um dia cheio. Dia de ir tirar o PPS. Uma espécie de Pis brasileiro que te dá acesso a todos os "direitos" que estrangeiros têm no país, como tirar o visto de estudante de 1 ano (não precisa tirar do Brasil), procurar emprego, etc. Andamos muito.O Bob que nos acompanhou faz tudo a pé. Pra ele, tudo é perto, mas da minha casa até o centro, por exemplo, é meia hora. Mas foi gostoso. Conheci muita coisa.


E hoje, quarta, fui pra escola pela manhã e fomos ao centro de novo, porque precisava comprar alguns itens de higiene, entre outras coisas. Almoçamos num restaurante com comida brasileira chamado Mees. Muito bom. Arroz, feijão, bife, vinagrete e farofa! Um bom PF! Depois tomamos café na Starbucks e fomos ao mercado para nossa primeira compra. Na casa não tem comida inclusa, então temos que cozinhar ou comer fora e não é tão barato comer fora. Então...


Conheci muita gente. A maioria brasileiros. É inevitável. Acho ótimo esse primeiro contato. Dizem que não se aprende inglês ficando com os brasileiros. Eu não acho que seja assim. É claro que estar só com estrangeiros é melhor, mas dá pra aprender sim. Você é obrigado a usar a língua por várias vezes no dia. Valem citar algumas pessoinhas especiais: Mário, Carlos, Dani, Edon, Nick, Matheus, Nycholas, Murilo, Henrique, Carlos japa, Bob, entre outros!


Bom, esses foram meus 3 primeiros dias. Ainda quero ver que foco darei para o blog. Não sei se deixo ele genérico ou me aprofundo em algum assunto.


Por hora, gostaria de dicas de nomes!
Obrigada, amigos pelo incentivo, pelo carinho.
Saudades sempre.
bjo da "lora"



















quinta-feira, 30 de junho de 2011

Por que ter um blog?

Boa noite!


Nossa, já faz tempo. Quase três meses que não passava aqui. Mas depois de um incentivo, resolvi escrever, algo que faço muito bem e gosto. Preciso realmente exercitar mais esse dom.


Fiquei pensando sobre isso, principalmente no motivo que me levou a ter esse blog. Por que as pessoas têm blog? Nunca pensei na exposição em si, mas ultimamente tenho evitado me expor, seja aqui ou no Facebook, por exemplo, onde posto coisas mais genéricas. Talvez seja fruto do amadurecimento...


Eu comecei ano passado, já faz mais de um ano. Foi uma maneira que achei de me manter ligada quando me mudei para o Paraná. Na época, eu não era incentivada a isso (e tb não importa mais) e estava bastante impulsionada a manter esse espaço. Foram altos e baixos e hoje, num período de vida mais equilibrado, senti essa vontade novamente.


Quero apenas fazer um balanço de vida até agora. Digamos de seis meses para cá. Tanta coisa aconteceu, o ano já está na metade. Posso dizer que estou feliz. Não 100% realizada, pois acho que sou muito crítica em tudo que é relacionado à minha vida, seja pessoal ou profissional, mas feliz sim. Mas também quem é 100% realizado?


Ainda tenho muitos pensamentos, questionamentos que sei, nunca serão respondidos, mas se não for assim, do que vale viver? O dia que eu parar de me perguntar, me sentirei morta.


O objetivo de passar a vida a limpo proposto em alguns posts atrás continua. Algumas coisas realizei, outras serão realizadas e outras estão sendo. Guardo minha grana, mas não deixo que isso me domine. Vivo. E que delícia de vida. Que delícia de pessoas tem passado por ela. O saldo é bem mais positivo do que negativo.


Talvez, ter um blog seja isso. Poder falar, transcrever sentimentos, desejos, através deste meio que ficará para sempre guardado. E poder ler, reler e compartilhar experiências, vivências...


Acho que estou apaixonada...


...por mim! e...






grande beijo EF.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Comprar amor?

Olás! Sei que estou super relapsa (será que é tudo junto pela nova norma? não vou pesquisar agora) com o blog, não tenho postado praticamente nada, mas prometo que vou melhorar.

O que quero colocar hoje é um texto que li e achei simplesmente fabuloso. Chama-se Mercadologicamente, o amor. Uma forma bem peculiar, digamos, de se analisar este sentimento que permeia a todos, mas nem sempre é aceito, compreendido ou mesmo sentido. Será só ironia?

O autor é Renato Novi, um publicitário de apenas 29 anos, mas com muito talento, pelo visto. Vale a pena ler tudo.




MERCADOLOGICAMENTE, O AMOR.

Há aqueles que dizem que o amor não pode ser comprado. O que não percebem estes é que estão se equivocando. Não pelo ação, mas pela moeda.
O amor se compra, sim! Mas não da mesma forma que compramos carros, comida ou artigos de luxo. O amor se compra com outra moeda: com carinho, dedicação e respeito e nem sempre está à disposição.
Porém, nesse supermarket do amor, muitos estão classificando o produto em categoria errada.
Há aqueles que o colocam como um “bem de conveniência” - daqueles que você pega em qualquer esquina, despreocupado, despretencioso, descomplicado, porém, talvez, não desnecessário.
Sorte desses que se contentam com este tipo de bem. Afinal, é o mais fácil de se encontrar (e de se desfazer depois). Mas na essência, isso não é amor. Pode ser tesão ou algo do tipo, mas não é amor.
Já há aqueles que classificam o amor como um “bem de compra comparada”.
O que também é um tremendo erro (ao menos que você seja bigamo!) Afinal, um já foi e o outro ainda será… como será? Xiii.. isso só o tempo vai poder dizer. Não dá para ter Rock’n’Roll e Sertanejo no mesmo palco. Gostou? Escolhe um e leva! Mas a gerência avisa: não devolvemos seu dinheiro (nem seu tempo perdido, nem as noites mal dormidas). E cuidado com os artigos em liquidação.
Assim, resta-me acreditar que o amor é um “bem de especialidade”.
Aquele produto que possui características singulares, e que um determinado consumidor deve estar disposto a fazer um esforço extra para adquiri-lo.
Para essa categoria, nada basta... algumas vezes todos elementos são necessários, as vezes quase nenhum, mas tudo ou nada, jamais será certeza de fechar negócio. Esse espiral sempre precisará ser alimentado, e sempre será uma incógnita. Com tudo ou nada, nada é certo, e tudo é incerto.
Ah, mas quando for certo, acabou... Acho que por isso que é tão interessante.
Enfim, esse é o amor, por um jovem, sonhador, publicitário e caminhando.

*Ah! Não esqueci! Há também a categoria dos “bens não-procurados”.
(Mas essa categoria é para os desiludidos, o que não é meu caso, então não vou nem comentar.)

Renato Novi

sábado, 5 de março de 2011

Resolvi passar a vida a limpo

Resolvi passar a vida a limpo


Vou dar asas à imaginação
Não procuro mais os homens, deixo que eles me procurem
Não quero namorar (agora)
Não espero mais uma ligação ou na pior das hipóteses, flores, no dia seguinte
Vou sair mais
Vou rir mais
Vou ler mais, ver mais programas inúteis na TV
Ir ao cinema, teatro
Amar mais a família, amigos, meu bichano
Comer
Rezar (ir à missa)
Amar. Só se for amor que dói, de frio na barriga e muito recíproco
Sem medo de ousar
Deixar literalmente a vida me levar
Trabalhar
Juntar dinheiro
Viajar, conhecer novas pessoas, novas culturas
Me permitir
Chorar se for preciso
Já me vacinei de tudo o que podia me pegar
O que eu quero é mais beijar na boca
E ser FELIZ daqui pra frente. Completamente.

Autora: Andréa Cordeiro

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Mais um ano...será que realmente não fizemos nada?

Olá, gente!

Depois de um tempo sem passar por aqui, resolvi escrever sobre o fim deste ano, já que está em vias de acabar mesmo.

Bom, primeiro queria falar sobre um assunto que sempre escuto quando o ano está por se findar, que é a seguinte frase: "Nossa, o ano tá acabando e eu não fiz nada!"

O que seria esse não fazer nada? Será que a pessoa se refere a comprar algo? Um carro, uma casa, trocar de emprego? Eu simplesmente acho que a gente faz tanta coisa, que podem ser pequenas, mas só nos apegamos às grandes.

Bom, agora posso falar abertamente sobre as minhas realizações deste ano. Eu sim, fiz muitas coisas. A primeira foi ter mudado de São Paulo. A ida à Maringá já foi uma grande realização. Deixei família, amigos, emprego, tudo pra seguir a uma pessoa que até então era meu marido.

Sim, a segunda coisa é a separação. Nossa, tantas emoções para apenas 365 dias. Nem sei o que dizer. Tanta coisa junta, sentimentos misturados...

Depois foi a volta à São Paulo. Começar de novo. Morar com a mãe, procurar emprego, retomar as amizades, que graças a Deus nunca me faltaram e sempre foram presentes, mesmo em outro estado. Aliás, obrigada, especialmente a algumas pessoas, além da minha família, claro, gostaria de agradecer profundamente à Claudia e ao Adriano, à Fabiane, Carol e Aline. Pessoas primordiais nesse novo renascimento.

Me sinto uma fenix mesmo. Renascida das cinzas. Essas pessoas, cada uma à sua maneira, me ajudaram muito. Existem outras, que sabem que estão no meu coração. Gostaria de agradecer a todas.

A adaptação à nova vida não é fácil. Ser solteira de novo não se aprende da noite pro dia, mas posso dizer que estou melhor do que esperava. Ainda bem que tenho minha mãe e minhas irmãs, com quem divido tudo.

E falando de 2010, de tudo o que aconteceu, fiz realmente muitas coisas, mas tenho certeza que a mais importante de todas é o aprendizado. É cair, e levantar, mesmo questionando porque, pra quê, por que eu? E saber que não adianta questionar, tem que seguir em frente. Tem que viver, fazer coisas que se gosta para que o tempo vá preenchendo o vazio, que no final das contas, nem é tão vazio assim. É reaprender a viver num lugar onde 18 anos já fizeram parte do meu cotidiano.

Gente, a vida não para! Vamos em frente. E que venha 2011 com suas provações e com suas felicidades, por que não?

Grande beijo e obrigada Senhor por mais este ano de vida.
Andréa

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Mulher casa-se consigo mesma

Olá, pessoal!


Sei que essa noticia é um pouco velha, mas vale a pena ler. O que não faz uma pessoa para se casar! Será que falta de homem no mercado???


Veja o que ela diz sobre isso:


"Casar comigo mesma é uma forma de mostrar que sou confiante e que me aceito como eu sou", declarou Chen, que trabalha num escritório.


Matéria completa abaixo. Boa leitura e beijos.

http://br.noticias.yahoo.com/s/afp/101107/mundo/taiwan_casamento_curiosa

domingo, 7 de novembro de 2010

Estatística do Blog! Show!

Olá!

Há um tempo estou querendo falar da estatística do meu blog e agora surgiu a oportunidade!

Estou muito feliz com os mais de 3 mil acessos e saber que o blog foi parar em países como a Rússia, Eslovênia, Japão ou França. É muito gratificante. Fica a sensação de trabalho cumprido!

Abaixo, os países e as visualizações de páginas por cada um.

Grande beijo. E bora acessar o Andrea Cordeiro Comunica. E quem não se comunica, se "estrumbica"! Acho que é assim que escreve...rsrs


Brasil
189
Portugal
35
Estados Unidos
16
Japão
3
Dinamarca
2
Eslovênia
2
Argentina
1
França
1
Reino Unido
1
Rússia
1



quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Sou um milagre!

Oi!


Precisava postar essa música! É linda e fala sobre tudo o que sinto e quero.


grande beijo.


Usa-me, Senhor!

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Um amor na Rua Direita.

Olá! Eu adoro escrever. Isso é fato. Adoro falar, mas amo, também, ouvir histórias, principalmente de pessoas mais velhas.



Rua Direita
Por isso, vou contar hoje uma história de um amor que nasceu na Rua Direita, sim, aquela do centro de São Paulo, pertinho da Sé.


Ela, Maria José, ele José Machado. Ou MJ e JM. Ela era minha vizinha quando eu morava no Chácara, vizinha de frente, era nossa guardiã, mais do que uma vizinha, uma mãe. Cuidava da nossa casa, da nossa chave, de nós. Não tenho palavras para agradecer a essa mulher por tudo o que ela fez e tem feito por mim, hoje, também. 


Eu precisava contar essa história. Uma de milhares que ela tem pra contar. E eu achava que era eu quem tinha memória de elefante. Ledo engano.


Então, tá. Vou começar. 


Hoje, Maria José tem 74 anos e seu grande amor, teria 77. É, teria...





Bom, em outubro de 1962, Ditadura, vésperas do Golpe Militar que viria em 64, Maria José, com então 26 anos, tinha saído de Recife, onde foi casada por 6 anos, veio a São Paulo, separada, sozinha, de mala e cuia, ou sem lenço, sem documento, tentar a vida pelas bandas de cá. Ela sonhava vir a São Paulo para comprar uma máquina de costura. Esse era seu sonho, que foi realizado, como muitos outros depois.


Praça do Correio
Maria José conseguiu um trabalho de doméstica em casa de família na Rua Iguatemi, aquela ali, perto da Faria Lima, no Itaim, e um certo dia, foi colocar uma carta no correio, como fazia todos os meses. Naquela época, não era como hoje que tinha correios espalhados ou caixas, ela precisou ir até o Anhangabaú postar a carta, na Pça do Correio. Colocou a carta, com dinheiro, endereçada à mãe. Uma ajudinha para as despesas, era o que ela podia fazer.


Ao voltar, parou na Igreja de Santo Antônio na Cidade (lembra quando chamávamos o Centro de Cidade?), na Rua Direita, na Pça Patriarca. Lá, ela fez 3 pedidos. Diziam que quando você chega numa igreja pela primeira vez, tem que fazer 3 pedidos que se realizam. 


Maria José fez os 3 pedidos: 
1 - Encontrar uma pessoa para lhe fazer companhia, para conversar
2 - Trazer a mãe para morar com ela em São Paulo
3 - Comprar uma casa para a mãe


É, Maria José tinha tanta fé, que não só a máquina de costura, ela comprou (o que eu creio que mais do que fé, se chama trabalho, suor), mas também, estes três sonhos, ela realizou. E ela nem precisou colocar o santo de cabeça para baixo!


Depois de fazer os pedidos, estava se virando para ir embora, quando avistou um grupo de boêmios, cantando na calçada e naquela época, os homens e mulheres andavam bem-vestidos. Tanto que ela percebeu um homem, de terno e gravata, bem arrumado, olhando pra ela. Maria José ficou envergonhada e temerosa, mas não foi embora. E enquanto apreciava a música, percebia que o cavalheiro continuava a olhá-la. Quando ela resolveu ir embora, eis que o rapaz a interceptou, polidamente, e perguntou-lhe se ela não era de São Paulo e logo pediu o seu telefone.


- Não sou, como sabes? disse Maria José.
- Pude perceber. Meu nome é José Machado e o seu?
- Maria José e sou de Recife.
- Eu sou de Minas Gerais, da cidade de Divinópolis. Me daria seu telefone?


Ela de vestido xadrez branco e azul e sapato branco, combinando com a bolsinha branca, doméstica e ele de terno, dono de uma barbearia na Brigadeiro Luiz Antônio


E eis que ali, na Cidade, no Centro, no berço de São Paulo, onde tudo acontecia e ninguém tinha medo de ficar até mais tarde, simplesmente ouvindo músicas de Demônios da Garoa, nascia um lindo e inesquecível amor, que duraria não apenas alguns instantes, mas 10 anos.


MJ e JM


Maria José e José Machado começariam a se ver constantemente e o romance que levaria 6 meses para ser concretizado, digamos, com algo mais íntimo, continuou entre muitos brigadeiros, sejam Faria Limas ou Luiz Antônios.


Até que um dia, eles discutiram e não se viram mais. E uma certa tarde, 6 meses depois, ela foi atrás, para saber o que tinha acontecido com Machado e descobriu que ele tinha falecido. Do coração. E...acabou...


É, talvez, ele não tivesse aguentado a perda daquela baixinha pernambucana, que muito alegrou o coração daquele mineirinho barbeiro, juntos na época, numa cidade que ilude, que dá o dinheiro, que faz sofrer, mas, também, que constrói amores, paixões.


Viva, São Paulo. E quem disse que a gente quer sair daqui? pra quê?